Morgana Le Fay — por Beth Olli

 

Entre as figuras mais intrigantes do ciclo arturiano, Morgana le Fay se destaca como um personagem envolto em mistério, poder e muitas vezes ambiguidade moral. Originária da tradição medieval britânica, ela surge inicialmente como uma curandeira ou rainha encantada, antes de se transformar, com o passar dos séculos, numa vilã habilmente manipuladora. Sua ligação com magia antiga, profecias e segredos da natureza a coloca num patamar único entre os personagens da literatura medieval. Ao mesmo tempo, sua relação conturbada com o rei Arthur — ora irmã dedicada, ora inimiga implacável — torna sua trajetória imprevisível e fascinante. Nas mãos de diferentes autores medievais, Morgana ganhou diversas interpretações, cada uma refletindo valores e visões de mundo distintas. Seu papel nas histórias vai além do mero antagonismo; é o de uma força disruptiva que desafia ordens estabelecidas. Em muitos sentidos, ela representa tanto o lado sombrio quanto o potencial iluminado do saber proibido. Assim, Morgana não é apenas uma personagem, mas um arquétipo que atravessa gerações.

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