O Propósito de Bilbo — por Kim Heleno

 


Bilbo Bolseiro é, antes de tudo, um ser de contradições. Ele começa sua história como um hobbit típico: confortável, previsível, amante de sua poltrona ao lado da lareira e de suas refeições fartas. Ora, isso me faz lembrar certos personagens dos meus romances, aqueles que preferem evitar o mundo lá fora, refugiando-se na segurança de seus lares e costumes. Mas o destino – ou Gandalf, nesse caso – não permitiria que Bilbo continuasse assim. Ele foi arrancado de sua zona de conforto, como tantos de nós somos arrancados das nossas rotinas quando a vida decide soprar ventos inesperados.

E aqui está o primeiro propósito de Bilbo: ele nos ensina que o crescimento humano começa com o desconforto. Não existe transformação sem desafio, sem sair do lugar-comum. Para Bilbo, a aventura é um chamado à mudança, uma convocação para explorar os limites do próprio ser. E essa jornada é, em essência, uma metáfora de nossa própria existência. Somos todos Bilbos, resistindo ao início, mas eventualmente cedendo ao inevitável apelo daquilo que é novo e desconhecido.

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