Ainda hoje, o nome de Haroldo Maranhão ressoa com a mesma intensidade de quando suas crônicas circulavam pelas páginas do Folha do Norte ou quando sua Livraria Dom Quixote se tornava ponto de encontro de mentes inquietas na capital paraense. E foi na 23a Feira Pan-Amazônica do Livro e Multivozes, a Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa) que a obra, Flauta de Bambu, obra-prima publicada originalmente em 1983 e agraciada com o Prêmio Nacional Mobral de Crônicas e Contos, foi relançada. A reedição, meticulosamente revisada e datilografada a partir de um único exemplar sobrevivente, é mais do que um tributo editorial: é um ato de justiça literária. E, ao lado dela, outra joia rara merece ser resgatada da penumbra do esquecimento: A Porta Mágica, também de 1983, um livro que, como poucos na literatura brasileira, funde o cotidiano ao maravilhoso com a delicadeza de um artesão do sonhos.
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