O Grinch — por Orange Grim

 


Quando a pena do escritor se debruça com sincero esmero sobre o domínio da literatura infantil, não mais tratamos de meras historietas, mas de engenhosas construções que, sob o véu da simplicidade, ocultam profundas reflexões sobre os costumes e desvios do espírito humano. Tal é o caso da obra How the Grinch Stole Christmas! — Como o Grinch Roubou o Natal!, escrita pelo engenhoso Dr. Seuss em 1957. À primeira leitura, parece tratar-se apenas de uma fábula bem-humorada sobre um ser recluso que abomina sinos, luzes e ceias. Contudo, à medida que avançamos nas rimas e no desenrolar da trama, revela-se uma crítica perspicaz ao frenesi consumista que assola as festividades, denunciando com astúcia a transformação do espírito natalino em mercadoria. Ao fim, o que perdura é a mensagem sublime de que o verdadeiro Natal não se mede pelo número de pacotes ou pelo brilho das vitrines, mas pela presença amorosa, pela comunhão singela e pelo afeto sincero que pulsa entre os corações humanos.
Ao despojar os pobres Quem de seus enfeites cintilantes, das iguarias suculentas e dos presentes ansiosamente aguardados — tudo isso na véspera mesma do Natal! — o taciturno Grinch empreende não somente um ato de sabotagem, mas um experimento de provocação filosófica: deseja ele provar, com toda a crueldade de sua lógica amarga, que sem os adereços materiais, sem os brilhos e volumes do comércio, o espírito natalino cessaria de existir.
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